sabato 15 settembre 2007

Pois, eis setembro

A empregada dos L&S não podia não ter fé ao nome do seu lugar de trabalho.
A rapariga, uma morenita gordinha com evidentes tendências gays, nunca diz "obrigada", nunca diz "de nada" e a única coisa que consegue fazer é impor-te as suas maneiras pesadas e direitas.
Se lhe pedes uma cerveja, ela dirá-te que não percebeu.
Se lhe pedes uma opinião sobre do verão atrasado, ela dirá que não está obrigada a responder.
Se lhe pedes a conta, ela pedirá-te de falar em português.
Nos seus olhos brilha uma luz orgasmica quando se apercebe que os teus estão surpreendidos do reparar na sua postura tão selvagem.
Uma grande actriz. Uma que olha para a lua com desprezo.
Uma mulher que convenceu-se depois de ter visto Ladri di Biciclette, que o De Sica é o melhor realizador italiano de todos os tempos; alías, tendo em conta que ela em toda a sua vida só vi Ladri di Biciclette, de filmes italianos.
Basicamente faz parte da mobília do bar, e lembra-me altamente duma rapariga que foi uma minha grande amica na altura do liceu.
Provavelmente, fora daí dentro, é uma pessoa simpática, engraçadinha, uma maniaca deprimida pronta para dar bandeira em cada conversa.
Arrogante e selvagem.

O típico nome de tuga do interior, em vez, engana completamente as expectativas que aparecem quando vê-se a XXX.
A XXX é amavel com aquela frangia perfeitinha; com os seus particulares sinais na cara e a sua ária de morenita com pimenta, com o seu corpo pequeno e proporcionado. A XXX nunca passou o ferro, a XX è uma daquelas quem sabem, e a XXX sabe muito, parece a rapariga do liceu que mandava nas manifestações, mas sempre pronta a mostrar-te uma mama,se calhar, para ganhar um bocadinho mais de carisma.
Uma que fala de música e que estive em todos os concertos, mas que mantem-se lucida e simples, que acompanha a conversa, que está pronta a partilhar opiniões e conhecimentos. Apaixonada para Milão e para o que sente-se dizer; sempre pronta a partir.
Muito interessante, até que eu já tinha idolatrato demais a rapariga, só conseguia ver as coisas lindas, quase não pensava fosse capaz que ter defeitos, e portanto impossivel para mim aceitar que basicamente é uma pessoa triste; uma rapariga sozinha que anega sabado á noite nas frustrações do que queria, do que teve e do que já não gosta mais.
Quando repara nas coisas, o desprezo dela tem um outro sabor; é um desprezo para si mesma, basicamente, e oculta isso assim, tentando de manter a sua dignidade até quando conseguire, e quando isso não é mais possivel, então va, olha pelo pouco que aparece: ela é assim, e as vezes é impossivel mascarar o que há dentro de si.
E não faz nenhum sentido mascarar-o, porque não faz nenhun sentido ter vergonha disso.
A XXX sente-se uma ocasião perdida, um comboio que já passou.
E provavelmente a XXX é mesmo isso.

Queria falar do novo album da Emma Pollock, que estreiou oficialmente hoje.
Mas esta noite tem o sabor duma cerveja amarga no Incógnito, quando no entretanto passa um remix errado duma canção que teria sido melhor se tinha ficado como era: mais um gasto?

lunedì 3 settembre 2007

-Sobre o que significa comprar discos na casa dos 10€ domingo á noite antes de assistir ao último devaneiro do Quentin Tarantino (Moretti, da-lá mais uma)
-A brasileira ao domingo no sofá
-o santiago cínico
-Sobre a gaja que as 10h passa o ferro
-Quando ia p'ra bica o teu pai ainda não batia punhetas
-E depois dizem que em Lisboa não se passa nada